sábado, 6 de dezembro de 2008

COLUNA DE NOVEMBRO

Vitrine de ilusões
Por Taya Medeiros
Psicóloga (CRP 06/90460)

Ontem recebi por e-mail um texto excelente, que nem título tinha, mas cuja autoria era conferida à jornalista Martha Medeiros, por quem guardo profunda admiração. Bem, o tal texto abordava uma questão que julgo de grande relevância no que tange ao comportamento (e ao sentimento, por que não?) humanos: A tendência a achar que “a grama do vizinho é sempre mais verde”. Não, não se trata da inveja, propriamente dita, como se pode imaginar lendo a frase desavisadamente, mas da sensação de que tudo corre bem para todos os outros, de que na vida do outro as coisas ACONTECEM, e na nossa, simplesmente acontecem, assim, com menos luz, em branco e preto, com letra pequenina. Esse sentimento é muito mais intenso na adolescência, e costuma ser abrandado com a maturidade (Atenção, eu disse maturidade, e não idade, pois tem gente que passa pelos anos e não amadurece), mas, apesar disso, vez ou outra um pensamento assombra com a possibilidade de a nossa vida ser muito pouco interessante.
Quero traçar um paralelo disto com o “bum” da modernidade, febre entre pessoas de várias partes do mundo: Os sites de relacionamento.
Bom, eu já fiz parte de um destes sites e sei que há coisas bem interessantes lá, como comunidades para discussão de assuntos de interesse, e a possibilidade de procurar pessoas de quem perdemos o contato, que não vemos há muito tempo, mas, no que há além disto, vejamos: Você entra em um site, coloca uma foto sua, coloca sua ficha, sua descrição (!!!), aí vai adicionando fotos dos seus momentos, dos seus lugares, dos seus amores...e Comunidades, não só as que você realmente freqüenta, mas as cujo título você acha engraçado, ou curioso. E adiciona “amigos”, claro, também não só aqueles que são seus amigos, mas aquela pessoa do trabalho que “te achou” lá e você teve que adicionar, aquele colega de colégio que você nem lembra quem é, mas ele te pediu, então... Nossa, e por falar em pedir, tem outra parte bem intrigante: o convite para ser amigo! Ele chega com nomes tão estranhos como “solicitação de amizade”, mas não vem ao caso... E logo você está lá, como numa página de revista, descrito por si mesmo, com uma foto escolhida por você e recados públicos dos seus 8.567 “amigos”.
Admito que haja exceções ao que vou dizer, mas, racionalmente, será que este tipo de site não é uma forma de disputa sobre qual seria “a grama mais verde”? Ou, no mínimo, uma vitrine de ilusões, uma forma de tentar mostrar, até para si mesmo, o quanto a sua vida é interessante, o quanto você é bonito e feliz? Ou será que alguém admitiria algo realmente íntimo, como um real fracasso, dores, tombos, medos ou segredos num destes sites?
Respeito quem gosta, mas acredito que seus amigos de verdade sabem seu telefone e não precisam que você se descreva para saber quem você é, e que a sua grama, verde ou não, é muito interessante, justamente por ser como é.


Taya atende em psicoterapia na Clínica Sapiens, coordena o Grupo de apoio a Mulheres no Centro de Estudos Luz Divina, além de desenvolver trabalhos de integração do feminino através da Dança do ventre e grupos de leitura e reflexão.

Contato: (11) 7158-4755/4412-9999 ou tayamedeiros@uol.com.br
Esta foi a coluna publicada em Outubro, mês da criançada.....

Respeitem os dentes de leite
Por Taya Medeiros
Psicóloga (CRP 06/90460)



Este mês escolhi usar meu espaço pra pedir respeito. Respeito é bom e todo mundo gosta, inclusive as crianças.
Por incrível que pareça às vezes nós, adultos, tentamos agir da melhor maneira possível, e passamos por cima do outro, invadimos, abandonamos, negligenciamos, sufocamos... Imaginem então o efeito que isto tem nas crianças, donas de uma outra linguagem, de uma lógica totalmente diferente, dependentes e admiradoras dos adultos. Não é raro, principalmente pra quem trabalha com psicologia, saúde e educação, deparar com pesquisas comentando sobre depressão infantil, crianças precoces, dificuldades de aprendizagem, stress... Mas, espera aí, stress não é um mal que atinge pessoas sobrecarregadas, ansiosas, que precisam dar conta de tudo? Como assim stress em crianças? Pois é, elas estão estressadas: comem mal, ou pouco, ou porcarias, fast food, conservantes, corantes, vivem em famílias estressadas, com horários corridos, assistem programas de adultos, têm acesso a computadores, e têm que dar conta de tudo no mundinho deles também, do curso de inglês, do espanhol, da informática, da natação, do judô, da escola... às vezes tenho a impressão de que voltamos para o período da história no qual as crianças eram vistas como adultos em miniatura, antes que se descobrisse que elas têm um universo diferente, de descobertas, de amadurecimento, precisam de carinho, de limites, de espaço, de segurança ... enfim, de RESPEITO.
Então vamos olhar bem e respeitar os pequeninos, os dentes de leite e os bichos de pelúcia, respeitemos as fadas e os amigos imaginários, respeitemos as perguntas infindáveis e os comentários esmagadoramente sinceros, respeitemos o colorido e a esperança, respeitemos a necessidade de atenção, a inteligência tão perspicaz quanto ingênua, os sonhos e os sorrisos, e olhemos para eles não só como promessas para o futuro, mas como nossos amigos especiais, que têm muito a aprender, mas muito mais a ensinar!


Taya atende em psicoterapia na Clínica Sapiens, coordena o Grupo de apoio a Mulheres no Centro de Estudos Luz Divina, além de desenvolver trabalhos de integração do feminino através da Dança do ventre e grupos de leitura e reflexão.

Contato: (11) 7158-4755/4412-9999 ou tayamedeiros@uol.com.br

NOSSA , DESDE JULHO!

Gente, dei uma passadinha pra postar as últimas colunas, e só agora vi que desde Julho não se posta nada por aqui....... Cadê minhas selvagens queridas? Cadê a Claudinha? Miriam? Alô?????

terça-feira, 22 de julho de 2008

POR ONDE ANDAM???

Alguém sabe me responder por onde andam nossas lobas Miriam e Solange????

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Para as recém chegadas...

Olá visitantes e lobas recém chegadas, quero dar as boas vindas e explicar um detalhe do blog:
Reparou que no canto esquerdo da tela temos três listas chamadas "li e gostei", "ouvi e gostei" e "assisti e gostei" ?
Pois então, as dicas que estão ali surgem durante as nossas discussões no grupo e são relacionadas aos textos, ou a algum assunto que surgiu durante a conversa... Todos os meses fazemos uma lista destas idéias, compartilhamos entre nós e colocaremos sempre as novas dicas aqui no blog também.

Se vc está lendo o livro, ou já o leu, ou simplesmente quer dar uma dica também, é só entrar nos comentários e deixar sua contribuição!

Beijo grande!
Taya

quarta-feira, 25 de junho de 2008

WORKSHOP: APRENDENDO E ENSINANDO ATRAVÉS DE HISTÓRIAS TERAPÊUTICAS

Olá!

Venho convidá-los a participar comigo do Workshop que será Coordenado pela Bernadete Pacheco, voltado a educadores, profissionais da saúde e apreciadores de histórias. LEmbrando sempre que a contação de histórias pode ser uma ferramenta excelente em diversos contextos do trabalho com pessoas, seja você psicólogo, psiquiatra, enfermeiro, fonoaudiólogo, professor, pedagogo, etc.

OS BENEFÍCIOS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS SÃO O MELHORAR DO ENTROSAMENTO E A EXPRESSIVIDADE DAS PESSOAS, SER UM MEIO DE TRANSMITIR ENSINAMENTOS E DIVERSÃO COM SUBSTÂNCIA. SUA FORÇA PSICOLÓGICA É CONHECIDA E UTILIZADA NAS ESCOLAS, NOS CONSULTÓRIOS E POR PAIS E AVÓS.

CONFIRA ESTA OPORTUNIDADE INUSITADA DE "MELHORAR-SE" ATRAVÉS DAS HISTÓRIAS!

Abraços!
Taya Medeiros

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Olá alcatéia!!!

Publico aqui no nosso blog o texto publicado este mês no "Jornal Livre", no qual estarei com uma coluna nova a cada mês, abordando questões referentes a tudo aquilo que é humano e que nos alenta ou inquieta. A coluna deste mês foi referente ao Dia dos Namorados, espero que vocês curtam!

Beijo imenso
Taya

Para onde foram as cartas de amor?

Ao ler este título você pode pensar: “quais cartas?”, ou: “não sei para onde foram, e tampouco me interessa”, ou ainda, sarcasticamente, lembrar-se do poeta e convencer-se de que, quaisquer sejam as cartas a que me refiro, podem ter ido a qualquer lugar, pois todas as cartas de amor são ridículas mesmo...
Pois bem, vivo neste século, e, como muitos leitores, sou assídua usuária de computadores, internet, msn, youtube, powerpoint, blogs e tudo o mais, e sei que as pessoas estão em contato diariamente, mas me peguei sentindo falta das cartas de amor. Refiro-me às reais, claro, e sinto que devo ser bem clara ao especificar que, para mim, as reais cartas de amor não são, necessariamente, escritas com letras trêmulas num papel rosa, ou aquelas que, por falta de correção automática evidenciam erros ortográficos e terminam com um coração desenhado, o que faz falta não é a escrita à mão, é o sentimento nas linhas.
Às vésperas do Dia dos namorados pense por um momento: você fez algo hoje capaz de comunicar seu sentimento a quem você ama?
Hum... Ontem, talvez?
Ok, na semana passada???
E-mail repassado não conta, pense mais um pouco...
Não, o “eu te amo” automático antes de desligar o telefone também não vale... É, é possível que a coisa ande morna e por isso eu pensei nas cartas, que têm uma grande “sacada” em matéria de comunicação, quando você se dispõe a escrever uma carta a alguém, você primeiro está comunicando a si mesmo o que você pensa, ou sente. Você olha aquele papel, ou a tela em branco, e sabe que quer dizer algo. Leva um tempo, escolhe as palavras, lembra de momentos, sorri sozinho, pega uma taça de vinho, talvez derrube uma lágrima ou outra, volta, lê novamente para ver se foi claro, e, se parasse neste momento para se perceber, veria que o sentimento já está diferente dentro de você, agora fez contato consigo, e está pronto para fazê-lo com o outro. Vejamos então pelo lado de quem recebe a carta, a pessoa conhece você e pode até fazer uma idéia do seu apreço, ou de qualquer outro sentimento que você possa ter, mas quando ela lê é como se pudesse ver dentro de você, saber exatamente o que se passa, entender seu coração, seu ponto de vista, ter certeza de algumas coisas, surpreender-se com outras tantas... Claro que você sabe do que estou falando, com certeza também já recebeu cartas, mesmo que em tempos remotos.
Queria então, fazer uma proposta para este dia, para este mês dos apaixonados: Faça CONTATO com todos os que você ama, (seu namorado(a), ou mesmo aquele que você gostaria que fosse, seus amigos, seus parentes, você mesmo), olhe nos olhos, transmita seu sentimento, escreva um e-mail, faça um desenho, fale do que você sente, revivifique as suas cartas, abra a caixa, releia os cartões de aniversário, coloque um cabeçalho nos e-mails que você repassa dando o seu toque especial, enfim, permita-se até agir a moda antiga, sente em frente ao papel, escreva à caneta, risque os erros, desenhe corações, deixe a lágrima borrar a escrita e isto, com certeza, fará de qualquer presente muito mais valioso.


Taya Medeiros é psicóloga (CRP 06/90460), trabalha com psicoterapia de com jovens e adultos, coordena o Grupo de apoio a Mulheres no Centro de Estudos Luz Divina, além de desenvolver trabalhos de integração do feminino através da Dança do ventre e grupos de leitura e reflexão.
Contato: (11) 7158-4755 ou tayamedeiros@uol.com.br